Esta semana, a Não Editora revelou a lista de autores do aguardado Ficção de Polpa 3. Esta edição contará com um diferencial: o conto em quadrinhos O quarto desejo, com roteiro de Guilherme Smee e arte de Jáder Correa. Guilherme Smee, além de editor da Não, já publicou contos em edições anteriores. Além dele, alguns autores já estiveram presentes em outras edições, outros não. Vamos a eles:
O quarto desejo, de Guilherme Smee (roteiro) e Jader Côrrea (arte)
Prédio, de Bruno Mattos
O pipoqueiro, de Frederico Cabral
Admirável mundo Monga, de Samir Machado de Machado
Recuperação, de Antônio Xerxenesky
Trabalho, chefe, gole de café, de Luciana Thomé
O anão, de Sérgio Napp
Indiferente à tragédia, de Fernando Mantelli
Carinhas coloridas, de Helena Gomes
Os melhores amigos, de Clarice Kovacs
Cricket, Larson, de Rafael Kasper
Ursinho de sonho, de Renato Arfelli
Fabulosas Inconsistências, de Felipe Kramer
Todas as cobras, de Emir Ross
Sonho de consumo, de Ubiratan Peleteiro
Pelos dentes da baleia, de Roberto de Sousa Causo
Os teus sapatos, de Marcelo Juchem
O corredor infinito, de Fábio Fernandes
Duas fábulas, de Lancast Mota
Pelo alívio dos enfermos, de Alessandro Garcia
No meio da noite, de Rodrigo Figueira
A vila das acácias, de Sílvio Pilau
Amor aos pedaços, de Rafael Spinelli
Um insalubre sozinho no escuro, de Cardoso
Como sempre, o livro trará uma faixa bônus, um conto traduzido de um autor essencial. Nesta edição teremos O portal do monstro, de William Hope Hodgson, publicado originalmente em 1910 no livro Carnacki the Ghost Finder.
A capa desta edição, ainda inédita, é de Daniel HDR. O lançamento do Ficção de Polpa - Volume 3 esta previsto para maio ou junho.CARA CAROLINA ,
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Ficção de Polpa 3 - Uma prévia
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domingo, 18 de janeiro de 2009
"Um livro de outro mundo!"

Ficção de Polpa – Volume 2 é a segunda edição da coletânea que, inspirada nas antigas pulp magazines do início do século XX, reúne contos de ficção especulativa de novos autores, em sua maioria. Com organização de Samir Machado de Machado, Ficção de Polpa teve sua primeira edição lançada em 2007. Enquanto no Volume 1 os contos presentes se aproximaram mais do horror, com narrativas tensas e viscerais, o Volume 2 é mais dedicado à Ficção Científica. Nesta edição, paira no ar a crescente solidão e “uma certa melancolia”.
A citação de Bradbury, logo no início do livro, só poderia ser um feliz prenúncio. Características do universo ficcional do autor americano surgem com frequência em diversos contos da coletânea, alguns em maior dosagem que em outros, ao passo que falam de ausência, saudade e memória, da não-linearidade do tempo.
Impossível não lembrar de A Hora Zero, conto da década de 40 de Bradbury. Se em A Hora Zero, os alienígenas invadem a terra com a ajuda de astutas e bem organizadas criancinhas, em Visitas a presença alienígena surge por intermédio de um walktalk paraguaio, presente que Rafael ganha do pai na véspera de seu aniversário de 8 anos. Embora se passe o interior do Rio Grande do Sul, o cenário de desolação que é o quintal da casa de Rafael, com mesas de plástico sobre a grama molhada, cairia muito bem nas pequenas cidades que povoaram a infância de Bradbury em Illinois.
Olhar para o passado sempre acaba por trazer um tanto de melancolia. Em Traz outro amigo também, de Yves Robert, um detetive aceita um caso dificílimo: encontrar o amigo imaginário, desaparecido há anos, de um cliente de sanidade duvidosa. Pois bem: não haveria curiosa semelhança entre a saga deste detetive, tendo que interrogar um punhado de “miúdos” e interagir imaginariamente com seus respectivos amigos invisíveis a fim de encontrar Cornélios, o desaparecido, e as aventuras de Charlie e o Coronel Stonesteel em A autêntica múmia egípcia feita em casa, de Bradbury? Não seriam a solidão e o marasmo do pacato detetive idênticos ao clima de vazio que reinava em Green Town antes das aventuras arqueológicas que a dupla de Bradbury simulou justamente para a arrancar a vida da “ociosidade mórbida” na “cidade mais comum, ordinária, medíocre e chata de toda a eterna história dos impérios”? As duas histórias, enfim, parecem trazer uma centelha de salvação.
Mas nem só de vespertina melancolia é feito o Ficção de Polpa 2. Em Cura-te a ti mesmo, de Carlos Orsi, um jovem recém formado em medicina começa seu estágio num curioso centro de pesquisa sobre cura mediúnica. Depois que o diretor lhe apresenta as recentes descobertas, o jovem lamenta não ter respondido com sinceridade a pergunta que lhe foi dirigida logo no início sobre sua convicção religiosa. Logo o ex-seminarista se confronta com suas próprias crenças e dúvidas, levando-o a tomar medidas precipitadas. O formato conto funciona muito bem nas mãos do veterano Orsi e a temática científica-esotérica é trabalhada de maneira bastante criativa.
Outros contos poderiam ser largamente abordados por aqui, mas não sem arcar com a ira dos leitores que não conseguiriam terminar este texto enquanto enganam o chefe no trabalho. Portanto, finalizo dizendo que o Ficção de Polpa – Volume 2 é promessa de textos divertidos e de qualidade. E a Não Editora parece ser um “sinal de inteligência vindo de um longínquo sistema solar”.
Quebre o cofrinho e adquira o livro clicando aqui.CARA CAROLINA ,
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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Areia nos Dentes

Areia nos Dentes, primeiro romance do porto alegrense Antônio Xerxenesky, nos foi dado de presente numa noite chuvosa do mês de agosto, devidamente autografado por seu autor. Aqueles que tiveram a oportunidade de ver um livro autografado por Antônio já se depararam com sugestivos desenhos: o meu exemplar vem com um polvo sorridente denominado “Cthulhu feliz”, para que não houvessem dúvidas de sua procedência.
Levei para casa, como promessa, um livro de faroeste com zumbis. Weird Western com experimentações pós-modernas e fanfarronices metalinguísticas. Um pastiche que não faz você rolar de rir, mas deixa no ar um clima de absurdo. Ok, o livro não ficou a dever nenhum destes elementos. Mas se olharem a fundo, com atenção, sem piscar uma só vez, vão notar que Areia nos Dentes é uma história sobre o porão dos Marlowes.
Martin Ramirez, o filho bom e corajoso do clã dos Ramirez, arrisca sua vida numa noite trêmula tentando descobrir o que raios havia no porão dos Marlowes. Uma bala súbita, vinda só Deus sabe de onde, quase o atinge. Martin foge, corre pelas areias de Mavrak, chega são e salvo em casa. Na manhã seguinte, é encontrado morto com uma bala cravejada nos intestinos. Assim começa a história contada por um filosófico senhor mexicano chamado Juan, a história de seus antepassados.
O livro segue alternando hora para o velho mexicano, seus copos de tequila e sua inquietação diante da distancia afetiva do filho, hora para a história dos Ramirez e dos Marlowes, envolvendo intrigas e duelos em Mavrak, mulheres desinibidas, um xerife forasteiro e alguns mortos-vivos. Assim como Juan, o leitor percebe não se tratar apenas de um faroeste excêntrico, e sim uma história sobre pais e filhos. Sobre o medo do novo (as terríveis metralhadoras que habitariam o porão dos Marlowes ou o computador que corrompe parte do texto de Juan com um vírus?) e o medo na noite.
Ficamos sem saber o que há de tão misterioso no indevido porão, assim como não sabemos quem atirou em Martin e nem com quantos homens Vienna dormiu enquanto seu namorado estava viajando. Um pacto foi quebrado: aquele que, em letras miúdas, obriga o narrador a não deixar pontos sem nó e, ao final da história, colocar tudo em pratos limpos. O porão dos Marlowes permanece escuro como a noite, para que os leitores possam “preenchê-lo com os recantos mais escuros de suas próprias almas".
Saiba como adquirir o livro aqui.
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terça-feira, 30 de dezembro de 2008
O Ano Cógnito

Vocês vão ter que nos engolir.
Mas vão gostar.
Assim termina o editorial da 1º edição da revista de ficção científica Terra Incógnita, organizada por Jacques Barcia e Fábio Fernandes e lançada em setembro de 2008. Até agora, são 4 edições que podem ser baixadas gratuitamente (em PDF) no blog. Nomes como Bruce Sterling, Jeffrey Thomas e Charles Stross surgem em entrevistas, contos e artigos. Não faz idéia de quem sejam os caras? Nem mesmo o Sterling? Sem problemas, isto estava na previsão dos ousados editores e só dá mais um motivo para que a revista seja lida. Além dos figurões internacionais, o leitor encontra contos de autores nacionais, alguns bastante inovadores. O que? Leu o conto e não entendeu patavinas? Ótimo. Proferem os editores na 2º edição: A ficção científica no Brasil andou por muito tempo acomodada, dentro de uma zona de conforto crepuscular (uma twilight comfort zone, poderíamos dizer) onde reinaram os contos-clichê, as histórias de viagem no tempo onde alguém sempre viaja para impedir que alguma coisa aconteça, e as velhas histórias de final-surpresa (surpresa que só surpreende quem nunca leu nada do gênero), do tipo ‘e ele era um robô’.
Se isso te pareceu uma espécie de bronca, espere só para ver o próximo: Sim, claro, sabemos que você mostrou um conto a todos os seus amigos, sua namorada, seus pais, seu cachorro e o periquito, e todo mundo disse que era bom. Bem, lamentamos informar, mas Papai Noel e o coelhinho da páscoa não existem. Pois é, leitor incógnito. Se a bronca era direcionada, você acabou levando também. Mas o senhor já é bem grandinho e um bom exercício de interpretação vai te levar além (ou você é o tal cara do periquito?). Páginas e páginas de material literário de qualidade, momentos de diversão e agonia, autores dos quais você nunca ouviu falar mas que são bons pra caramba te aguardam após estes editoriais curtos e grossos. E na 4º Edição, eles nem precisaram dar bronca em ninguém.
Acesse o blog e confira as bordoadas.
Ou, se preferir, baixe diretamente os PDFs aqui:
#01 #02 #03 #04
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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
A Não-Crítica

A Não Editora sempre a surpreender. Vencedora do 15º Prêmio Açorianos de Literatura na categoria Destaque Editora, a Não lança a publicação on-line Cadernos de Não Ficção. A idéia surgiu com a morte recente de David Foster Wallace, escritor norte-americano. Vendo que havia pouco ou quase nada publicado a respeito de Wallace no Brasil, o editor Xerxenesky resolveu unir forças para publicar um dossiê sobre o autor. Estes textos reunidos somados a outros sobre literatura contemporânea compõem o “volume” de quase 90 páginas. Entre os livros resenhados estão: Meridiano Sangrento, deCormac McCarthy; Fools Crow, de James Welch; e um ensaio caprichado sobre Mãos de Cavalo, de Daniel Galera. O projeto gráfico, como sempre, é de deixar muitos impressos no chinelo.
Sugestão: antes de começar a ler, compre um daqueles velhos protetores de tela, porque você não vai querer desgrudar os olhos das colunas virtuais. Ou imprima (“por sua própria conta e risco”).
Versão em pdf.
Ou se você prefere algo mais mimético...
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quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Crítica morta e enterrada?
Relato da mesa “As Forma de Crítica” do Seminário Rumos Literatura 2007-2008
O Prof. Samuel Titan, na última das mesas do Seminário Rumos Literatura 2007-2008, revela ter ficado irritado quando soube que o seminário ocorreria em dezembro, próximo das festas de fim de ano, crente que poucas pessoas viriam. Para o feliz engano de Titan, a Sala Itaú Cultural de mais de 200 lugares estava quase lotada.
Não pude frequentar todas as mesas. Para começar, cheguei atrasada em Atualidade de Erich Auerbach e, não sei se pelo meu atraso, pelo meu conhecimento vago ou nulo do autor em questão ou pela tradução simultânea em que as vozes bilíngues se misturam numa suave canção de ninar, esta mesa não foi muito proveitosa. Outra mesa, Atualidade de Machado de Assis (não, nem tudo era sobre a atualidade de alguém, embora fosse até pertinente num seminário que se intitula Rumos) foi deveras proveitosa, mas dizer qualquer coisa sobre ela parece chover no molhado diante da fala exuberante do Prof. João Cezar com seu sotaque londrino-carioca. Resta-me, portanto, falar sobre o doloroso assunto que é a crítica literária no Brasil.
A mesa As Formas da Crítica, mediada por Lourival Holanda, reuniu no palco dois críticos literários de peso: Silviano Santiago, do alto dos seus 70 e poucos anos, e Flora Süsskind. Silviano pontuou sua fala com a imagem do crítico-criador, ou seja, o ficcionista que também é crítico e/ou o crítico que também é ficcionista. Segundo Silviano, o mercado pós-moderno de literatura rejeitara a produção do artista-crítico. Atuar nos dois campos seria um tanto constrangedor de se confessar para um professor, por exemplo, mas não para um médico ou para um jogador de futebol (sutil cutucada em alguns). Pensando depois a respeito, não consegui encontrar nenhum caso de professor-crítico-ficcionista-documentarista-ensaista que fosse marginalizado pelo fato.
Pelo contrário: são fartos os casos de professores famosos (e “queridos”) por terem publicado ficções e ensaios. Talvez Santiago traga mágoas de outras eras...
Flora Sussekind levou a conversa a outros rumos. Comparou ficção e ensaio em termos de forma, definindo a relação entre ambos em três casos: o dobro do idêntico, em que ensaio e forma acabam sendo a mesma coisa; antagonismo de formas; e tensão de campos que não se consuma plenamente. Para cada, qual Flora exemplificou pertinentemente com A Novel of Thank You, de Gertrude Stein, Um teto todo seu, de Virginia Woolf e o conto A tarde de um autor, de Fitzgerald. Caberia aqui uns 5 parágrafos para destrinchar estes exemplos, mas vou pular para chegar logo a parte que nos toca.
As perguntas da platéia vieram com força. Houve, de início, um embate entre os palestrantes sobre a ficcionalização da crítica. Flora teimou em aceitar que de fato havia uma nova forma de crítica, a ficcionalizada que, em contraposição ao bom e velho estruturalismo crítico, estaria vigorando de vento em popa, e “em liberdade”, como citado pelo mediador Lourival Holanda. Outras perguntas vieram e deram a Flora a oportunidade de desvelar toda a sua descrença sobre a crítica nacional atual: haveriam pouquíssimos veículos dedicados a fazer crítica de verdade; toda a pauta destes veículos já seria predada (ou pré-dada, na norma antiga), de forma que é possível adivinhar o que vem a frente antes mesmo de abrir o Caderno 2; os correntes jornais acadêmicos seriam mal diagramados e de conteúdo maçante e doloroso; conteúdo publicado na internet se resumiria a uma “ação entre amigos”, pouco especializada e nem sempre pertinente (ops!). Silviano e Flora ressaltaram ainda que no New York Review of Books e na New Yorker ainda era possível encontrar alguns textos bons. Outras questões foram levantadas e ficaram em aberto: existe ainda algum veículo/crítico capaz de lançar um escritor (a la mode do crítico de arte moderna Greenberg, grã-padrinho da arte moderna norte-americana até a chegada da pop-art)? Prêmios vendem livros? As respostas, obviamente, ficaram para uma próxima reencarnação do tema.
O final de mesas de debate como esta sempre me leva a pensar sobre a coexistência do título inicial e os rumos que a conversa (ou desconversa) levou. Neste caso, fica a impressão de que, se algum dia houve alguma forma de crítica que se dê ao respeito, poucos ficaram vivos pra contar a história.
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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Breve pós-cobertura da 32º Mostra Internacional de Cinema de São Paulo
O momento já veio e já passou. Mas como a intenção aqui não é simplesmente dar o serviço, vamos ver o que podemos tirar de mais proveitoso da 32º Mostra Internacional de Cinema.
A Mostra, que já está em sua 32º edição, é um momento celebrado por muitos em São Paulo por diversos motivos. Para mim, o primeiro deles é bastante óbvio: por um curto período de tempo, filmes do mundo todo são trazidos para São Paulo. Isso mesmo, do mundo todo. São filmes que nunca chegarão aqui em outro momento e dificilmente você verá circulando novamente. Além destes, há os filmes que estrearão no circuito mais a frente. Para os mais ávidos, esta é a oportunidade de vê-los antes de todo mundo.
Depois de uma maratona de encaixes, filas e mais filas e correrias, consegui ver alguns dos filmes que queria. Destaco primeiramente os que trazem algo que dialoga com alguns interesses do Fabulário e outras minhas: o não-óbvio, fronteiriço, "os mares nunca dantes navegados" (se é que isso pode existir) do fantástico. Vamos a eles:
A Fronteira da Alvorada: o cineasta francês Philippe Garrel faz um filme de muitas faces, em que se destacam as referências à nouvelle vague e ao expressionismo alemão, trazendo também o elemento fantástico. O protagonista François é um fotógrafo que se apaixona por uma atriz com rosto de quase-diva, Carole. O relacionamento dos dois acaba não dando lá muito certo e a mocinha vai parar num manicômio. Após este momento, o filme parece tomar outros rumos. Um tanto perturbado, François se vê de frente a um acontecimento sobrenatural, sofrendo assim de um sentimento Todoroviano:
“a hesitação experimentada por um ser que só conhece as leis naturais, face a um acontecimento aparentemente sobrenatural". Interessante observar que, embora peculiares, os momentos fantásticos - que beiram o delírio, mas ao final revelam ao espectador sua autenticidade de forma quase alegórica - encaixam-se perfeitamente num roteiro predominantemente realista.
Palermo Shooting: O mais novo filme do alemão Win Wenders foi apontado pela crítica especializada como sendo também o pior. De Wenders entendo muito pouco, mas de fato os clichês estão lá, a olho nu. Porém, trazer como referência tão direta os filmes Depois daquele Beijo, de Antonini e o Sétimo Selo, de Bergman é algo no mínimo curioso. Mais curioso que isto é o fato deste filme, assim como o Fronteira da Alvorada, ter como protagonista um fotógrafo. Finn - muito bem sucedido na sua carreira internacional no mundo das artes e da moda - após passar por uma experiência de quase-morte, viaja para Palermo, onde passa a ser perseguido por um misterioso atirador de flechas. Em Depois daquele Beijo o protagonista do filme é um fotógrafo e a fotografia, a "essência do trabalho" nas palavras de Wenders, é o assunto. Em O Sétimo Selo, o protagonista joga xadrez com a morte, que mesmo perdendo o jogo, continua a persegui-lo. Segundo Wenders, a preocupação com a passagem do tempo, a chegada da velhice e, conseqüentemente, o encontro com a morte é o maior tabu no cinema e que talvez, pela temática "ofensiva", o filme tenha sido tão criticado em Cannes. O encontro do protagonista com a morte é um tanto didático, mas representa também um claro acerto de contas.
Duska: Jos Steling é conhecido por trazer a tona personagens atípicos, silenciosos, à parte do mundo, como em O Holandês Voador. Neste, o diretor holandês nos faz enfrentar o irritante Duska, um homem atrapalhado (e folgado) que só vem empacar a vida de outro homem (também um tanto atrapalhado), crítico de cinema solitário. Duska é um personagem que está no território do estranho. As ações e escolhas dele e de seu anfitrião (Duska se instala na casa do pobre crítico) não podem ser explicadas pela lógica comum. Não chegam a beirar o absurdo, mas ainda estão longe do real. O filme se move nos silêncios. E o final é esquisitíssimo. Conclusão: se houver a oportunidade de ver, não perca.
A Festa da Menina Morta: o filme marca a estréia como diretor e roteirista do brasileiro Matheus Nachtergaele, já reconhecido ator de teatro e cinema. Numa comunidade ribeirinha do Amazonas ocorre a Festa da Menina Morta, evento religioso que relembra um suposto milagre ocorrido à 20 anos atrás com o protagonista Santinho. Esta história, porém, se revela aos poucos e não chega a se completar com clareza. O filme segue cercado nesta atmosfera de crendice e certo naturalismo exacerbado, até que a fronteira entre o real, a alucinação e o fantástico se nubla num dos momentos mais ricos do filme. Longe de ser uma crítica a religiosidade brasileira, o filme fica na fronteira entre o retrato fiel e o olhar direcionado. Como jé era esperado, confrontos morais e ousadia no uso da linguagem do cinema pedem um espectador atento, sem pressa - e nem vontade - de chegar a vereditos.
Vi outros filmes especialmente bons nesta mostra que também valem ser lembrados:
Vicky Christina Barcelona: novo filme de Woody Allen conta (literalmente) a história de duas amigas que vão tirar férias em Barcelona. Lá conhecem um clássico latino caliente que, por alguns instantes, parece mudar os rumos da vida de ambas, embora a entonação de voz de um narrador oculto permaneça igualmente sóbria e indiferente. O filme tem um sintonia finíssima e mostra que depois dos insossos Macht Point e Scoop, Woody Allen chegou lá.
Cinzas do Passado Redux: filme remontado, refinalizado graficamente e reduzido do original de 1995 de Wong Kar-Wai. Com enredo fragmentado e intrincado, o filme narra um ano da vida de um misterioso espadachim que vai morar no deserto após a mulher que ele amava ter se casado com seu irmão. Outros personagens igualmente misteriosos vão se somando à história, tendo sempre como ponto em comum alguma relação com este primeiro personagem: um homem e uma mulher que dividem um mesmo corpo; um espadachim quase cego que deseja voltar a sua terra natal; um homem que, após tomar um vinho mágico, perde a memória. Ao desenrolar da história, as peças vão se encaixando e o espectador percebe que o enredo, aparentemente simples, possui muitas faces e arestas.
CARA CAROLINA ,
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terça-feira, 11 de novembro de 2008
3º Mostra Curta Fantástico
Sim, ela voltou! Agora muito mais próxima de nós (veja como era longe: parte 1| parte 2), paulistanos, a Mostra de Curta Fantástico começa hoje. Os números impressionam e o acesso não poderia ser mais fácil: mais de 150 filmes serão exibidos durante toda a mostra em locais como Centro Cultural Banco do Brasil (próximo ao metrô Sé e São Bento, cuja sala simpática costuma abrigar ótimas mostras) e Centro Cultural São Paulo (do lado do metrô Vergueiro), entre outros.
Esta generosa seleção estará dividida em duas categorias: Mostra Competitiva e Programação Especial. Na primeira, 52 curtas-metragens concorrem a prêmios. Como na mostra do ano passado, os espectadores podem votar nos filmes de cada sessão. Ao final, o curta mais bem cotado recebe o prêmio do Júri Popular. Já na Programação Especial, são exibidos curtas e longas que exploram as diversas faces do gênero fantástico. É nesta categoria que são exibidos filmes vindos de festivais como FANTASPOA, RIOFAN e ROJO SANGRE (Buenos Aires), já citados aqui por esta humilde blogueira de festivais à distância que vos fala.
Cena de O Assassinato da Mulher Mental, novo curta do Diretor Joel Caetano e da Recurso Zero Produções. Eles já nos deram uma boa surpresa no ano passado com seu Julho Sangrento - apostamos neste novo curta que estréia hoje, dia 11: não perca!
A coisa não pára por aí. Além da farta programação, serão oferecidas atividades todos os dias na Casa das Rosas (perto do metrô Brigadeiro, na Av. Paulista) como oficinas, mesas de debate e workshops, iniciativa muito bem vinda da organização do evento que, como o Fantasticon e o Invisibilidades, colabora para a formação de um público ativo para o fantástico.
Todas as exibições de filmes e atividade são gratuitas. Confira a programação completa no site (www.cinefantastico.com.br/) e monte sua agenda.
LUIZ PIRES e CARA CAROLINA,
são webdesigners e estudantes
de Artes Plásticas no Unicentro
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domingo, 14 de setembro de 2008
Feliz Aniversário! (superpost)
Setembro é um mês simbólico para o Fabulário. No dia 03, nosso Blog fez aniversário. De uma certa maneira, isso é um marco para os mais de dois anos de reuniões e trabalho.
Nossos membros e amigos falam de sua experiência e expectativas em relação ao grupo.
Inspirada pelo Homem do Castelo Alto (Philip K Dick) decidi perguntar ao I CHING (Livro das Mutações - Oráculo Chinês) sobre o futuro do Fabulário... Eis a resposta:
A Sentença:
Ku indica grande progresso e sucesso ao que souber agir como deve. Haverá vantagens em esforços, tais como atravessar o Grande Caudal. Deverá, entretanto, ponderar bem os fatos, muito antes de chegar à Encruzilhada, e ponderar bem os fatos, por bastante tempo, depois da Encruzilhada.
Queda
Destruição, grande força, reconstrução.
E quanto à interpretação da resposta: 'Devemos ter em mente que as interpretações e análises são ao mesmo tempo subjetivas, poéticas, filosóficas e intuitivas; deve ser assim consideradas pelo Consulente, que deve dar asas à sua imaginação e intuição, para interpretar e aplicar as Revelações Oraculares a seu Universo Íntimo.'
Deixo a todos que lerem a Sentença a missão de desvendar a mensagem e o prazer de voar e criar nesse meio místico.
Pra mim, a mensagem vem como um bom prenúncio, e desejo ao Fabulário um futuro milenar!
Pra falar a verdade, relutei para entrar no grupo. Primeiro porque sempre detestei trabalhar em grupo. Segundo porque no início as reuniões ocorriam de madrugada, e eu como pessoa naturalmente diurna (daquelas que dormem em festas) não me sentia muito predisposta a varar noites semi-acordada. Terceiro porque acreditava que não poderia dar ao grupo tudo que ele necessitava: tempo, empenho, atenção.
Muita coisa mudou. Aprendi a gostar de trabalhar em grupo e descobri a diferença essencial entre grupo e coletivo: um trabalho coletivo reúne pessoas com interesses em comum e vontade de realizar coisas, sejam discussões, sites, palestras, oficinas, peças de teatro. Um coletivo contempla trabalhos individuais, questionando, criticando e melhorando a produção de cada um. Também promove trabalhos feitos por todos, trabalhos em que a opinião e a mão de obra dos membros são fundamentais.
Quantos aos outros dois tópicos, as reuniões se tornaram diurnas (ainda bem!) e o Fabulário, meio que sem querer, ganhou parte do meu tempo, muito de meu empenho e de minha atenção. Não há como terminar sem desejar que o Fabulário faça muitos mais aniversários.
Não faz muito tempo, fui convidado por dois bons amigos a dar uns “pitacos” em uma tal “produção independente de literatura fantástica”. Relutante em aderir a mais um projeto difícil, fui seduzido pelo potencial que senti ao ter em mãos a primeira edição do “Fabulário”.
E então de lá pra cá, muita coisa aconteceu, nossas vontades e ações foram crescendo, e resultando em projetos que antes não imaginávamos.Com a força do grupo, crescemos através de erros, acertos, criticas, conselhos, discussões e muitas risadas.
O aniversário do blog é apenas uma pequena data para configurar algo que não tem medida. Apenas uma placa sinalizando que estamos seguindo um bom caminho. Sem atalhos, com direito a retornos e revisão de rotas, mas certos de seguir em frente.
Já faz algum tempo em que três de nós tiveram, em alguma madrugada aí, a idéia vaga de um grupo que discutisse e escrevesse literatura fantástica. Talvez por causa do sono que todos estavam no dia. Só sei que muita coisa mudou desde o tempo em que nós ficávamos discutindo até o fim da noite, muitas vezes sem sair do lugar e muitas sem mesmo precisar fazer isso.
Não sei o que mudou para melhor ou pior, mas a certeza é a de que no mínimo não estagnamos. Reuniões, Zine, Blog, apoios... Se não sei exatamente para onde vamos , é bom saber que pelo menos estamos indo!
A primeira vez que um grupo foi reunido entre alguns de nós em torno do tema foi em novembro de 2005. As mensagens em nossa primeira lista de discussão pipocaram até 17 de fevereiro de 2006. Não deu muito certo naquela época, é verdade, mas plantou uma semente para o futuro.
Exatamente um ano depois (18 fev) eu "reinaugurei" nossa lista de discussão, motivado pelas reuniões que começamos a fazer nas madrugadas de domingo, em um apartamento na Parada Inglesa. Dessa vez foi de verdade.
As discussões iniciais nos levaram a pesquisas e as pesquisas a propostas. O Fanzine, que a princípio foi uma sugestão simples, ganhou vigor - e nos motivou também a criar este Blog.
Algumas pessoas se afastaram pelo tempo ou desinteresse. Mas muita coisa bacana aconteceu e novas pessoas se aproximaram. Escrevemos, desenhamos, fizemos 3 fanzines, estivemos em muitos eventos, entrevistamos, viajamos (Ilha Comprida, Paraty...), os Fanzines Viajaram (Goiás, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Protugal, Texas...), fotografamos, discutimos, brigamos, nos entendemos, lemos muita coisa (uns mais, outros menos), conhecemos muita coisa nova e muita gente. É impossível mensurar todas as conquistas... com essas já dá para ter uma idéia.
Nessa ocasião simbólica de aniversário de 1 ano do Blog, eu queria agradecer a todas as pessoas que estiveram ao nosso lado, agradecer imensamente. Todos as pessoas que de alguma forma estiveram com a gente nesse tempo, presencial ou virtualmente, sabendo ou não que estavam conosco. De Franz Kafka à mocinha que nos ajudou no B_arco. Obrigado a todos! Sem vocês nossas conquistas não seriam possíveis.
Deixo um agradecimento especial para nosso membros mais distantes: Pedro Rebucci, Rodrigo Canale, L R Fernandes, Eduardo Geber. As portas sempre estarão abertas para vocês, com uma cerveja gelada na geladeira se for o caso!
A verdadeira história do Fabulário é o que venho expor neste post de aniversário. (Eu sou do tipo que sempre dá parabéns atrasado) Eis: Um dia, quando os titãs ainda punham seus pés sobre o solo, alguns Deuses da floresta comemoravam o qüinquagésimo sexto dia do ano em uma grande festa - no dia anterior haviam comemorado o qüinquagésimo quinto dia do ano.
Mário de Andrade dizia que cada poema tem uma gota de sangue e, se analisarmos bem, tudo que nós produzimos tem uma gota de sangue. Ao contrário do artista, o sangue não significa simplesmente uma parte da vida que se esvai e fica, mas a completude da eterna significação que nós damos a esse mundo.
Nunca a expressão "dar a vida" foi tão significante para mim!
Ao observar esse grupo, é eminente argüir sua aspiração: nascidos para dar mais vida a esse mundo sublunar, eles conseguem galgar muito além desses objetivos. Andando e dialogando com as estrelas, sem nem ao menos perder o rumo do chão, eles cresceram... se fortaleceram... e lançaram seu zine. Agora, chegaram, ao fecundo momento de grande celebração. Já passou-se um ano? Um ano indubitavelmente fértil, onde muito foi aprendido.
(...)
Mais do que um aprendizado, vocês engendraram algo mais profundo: o (re)conhecimento... o (re)conhecimento desses pequenos cortes de pompa da realidade chamado ficção.
Bom, essa é minha homenagem e relato.
Parabéns, boa sorte e bom trabalho.
Muy Atenciosamente,


Paula Betereli, Daniel Falcão, Joyce Nicioli, Tadeu Andrade, RAfael Castro e Diogo Nogeira,
São os membros do Fabulário e agradecem
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Fabulário
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Fabulário no Vocabulário
Ainda em São Paulo, o pessoal da Não Editora enfrentou novamente a garoa (pode parecer perseguição, mas foi só ironia do destino) para comparacer ao Vocabulário, evento literário promovido pelo Centro Cultural o B_arco com - http://www.obarco.com.br/ sempre em bad gateway, mas existe- (des)apresentação dos malucos Chacal, Marcelino Freire, Marcelo Montenegro e Paulo Scott. Na sua segunda edição, o Vocabulário reúne escritores e poetas de todas as cores e formas para leituras, declamações, cantos, improvisações, performances e divulgação de seus trabalhos.
Reginaldo Pujol levou todos a altas gargalhadas com a leitura de um conto do seu livro Azar do Personagem. Da Não, participaram também Samir Machado de Machado, com uma não-apresentação da Não Editora; Rodrigo Rosp, falando um pouco da editora e do livro A Virgem que não conhecia Picasso; Antonio Xerxenesky, lendo um trecho de Areia nos Dentes; e Guilherme Smee, que não falou nada, mas foi elogiado pelo belo sorriso.
Fomos no evento inicialmente para prestigiar e conversar um pouco com os amigos da Não Editora, mas tivemos também a oportunidade de ver outras apresentações interessantes de nomes já conhecidos e de pessoal novo. Muitas até: não dá para comentá-las todas aqui. Feliz ou infelizmente (não temos como saber, afinal), tivemos que deixar a casa antes do final.
Avaliação positiva! Confira fotos:

A entrada d'o B_arco, que conta com diversos espaços como café, galeria, teatro, livings e tudo o mais!

Exposição do trabalho de Marcus Vinícius, na Galeria Virgílio (que funciona junto ao B_arco) Essas pessoas da foto? Não conhecemos.

O "stand" da Não editora, que consistia em uma mesa, um guarda-chuva, livros e camisetas

Autografando, Antônio Xerxenesky, que nos presenteou com seu livro Areia nos Dentes. Ao fundo, obra de Sílvia Velludo. Antônio também revelou seus dotes artísticos ao rabiscar um "Chtullu feliz", ao lado da assinatura.
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sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Livros Recebidos
A pilha aumenta a cada dia, o desespero também, mas nós somos insaciáveis. Cá está uma pequena amostra da lista de livros comprados, ganhados, emprestados e furtados que estamos levando na mochila:
- Areia nos Dentes, 144pgs, de Antônio Xerxenesky: presente bem vindo dos rapazes da Não Editora e devidamente autografado pelo autor. Já lido em menos de 3 horas e futuramente aqui resenhado, Areia nos Dentes impressiona pelo estilo narrativo e pelo belíssimo acabamento. Altamente recomendado, procurem nas Livrarias Culturas.
- Ficção de Polpa 2, 176pgs, vários autores: devidamente adquirido no lançamento (e também autografado por todos os contistas presentes), trata-se de uma coletânea de contos inspirada nas pulp-fictions norte-americanas. O volume cresceu em relação ao primeiro e promete boas histórias.
- O Legado de Bathory, 160pgs, de Alexandre Heredia: primeiro romance do autor, ganhado na palestra de Horror na Livraria Cultura (da série de palestras que antecedeu o Fantasticon). A história da obscura Condessa húngara serve como pano de fundo para uma trama que se passa no início do século XX.CARA CAROLINA ,
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terça-feira, 19 de agosto de 2008
1 chops e 2 pastel - Não Lançamento em SP
Recepção mais a paulistana, impossível.
Os sulistas da Não Editora marcaram presença em São Paulo (e posteriormente no Rio) para o lançamento de seus diversos livros. A data? A quinta-feira da garoa. O local? Mercearia São Pedro com sua profusão de chops, pastéis e detergentes. Os livros? A lista é longa e promissora: Areia nos Dentes, de Antônio Xerxenesky; A Virgem que não conhecia Picasso, de Rodrigo Rosp; Desencatado Carrossel, de Diego Grando; Azar do Personagem, de Reginaldo Pujol Filhos; Pó de Parede, de Carol Bensimon; e Ficção de Polpa vol.2, coletânea de contos inspirada nas pulps norte-americanas do início do século.
E as fotos? Logo abaixo!

Samir Machado de Machado (e Guilherme Smee) apreciando o Fabulário Especial Edition: "isso aqui é inglês?"

Guilherme Smee usa a tática que lhe rendeu consagração no evento do sábado seguinte (a saber: Vocanulário, no B_arco)

Escritores do Ficção de Polpa vol2 apresentando a coletânea (bem, alguns deles). Segurando os livros, da esquerda parea a direita: Rodrigo Rosp, Guilherme Smee, Samir Machado de Machado e Carlos Orsi. Lá no fundo, distraído, logo depois do Smee, Antônio Xerxenesky (que por distância geográfica não apareceu em mais nenhuma foto).

Do Fabulário, Tadeu Costa (apreciando o FdP vol1, ainda pela ed. Fósforo) e Diogo Nogueira

Com o rosto virado para cá, da esquerda para a direita: Paula Betereli do Fabulário, Samir Machado de Machado (org. do Ficção de Polpa), Carlos Orsi e Tadeu e Diogo (confraternizando). E muito importante: Luiz Pires tirando todas as fotos (e não apareceu em nenhuma).

Orsi e Tadeu

Um brinde com o escritor carioca Carlos Orsi, 'veterano' selecionado para o Ficção de Polpa 2

Tá vendo esses livros caídos aí em cima? Que feio, exageraram na dose! (esses não vão dirigir)

E quando nós do Fabulário estávamos quase saindo, chega todo ensopado pela chuva brava o bom velho Delfin (como sempre, na calada da noite)
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