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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Breve pós-cobertura da 32º Mostra Internacional de Cinema de São Paulo

O momento já veio e já passou. Mas como a intenção aqui não é simplesmente dar o serviço, vamos ver o que podemos tirar de mais proveitoso da 32º Mostra Internacional de Cinema.

A Mostra, que já está em sua 32º edição, é um momento celebrado por muitos em São Paulo por diversos motivos. Para mim, o primeiro deles é bastante óbvio: por um curto período de tempo, filmes do mundo todo são trazidos para São Paulo. Isso mesmo, do mundo todo. São filmes que nunca chegarão aqui em outro momento e dificilmente você verá circulando novamente. Além destes, há os filmes que estrearão no circuito mais a frente. Para os mais ávidos, esta é a oportunidade de vê-los antes de todo mundo.

Depois de uma maratona de encaixes, filas e mais filas e correrias, consegui ver alguns dos filmes que queria. Destaco primeiramente os que trazem algo que dialoga com alguns interesses do Fabulário e outras minhas: o não-óbvio, fronteiriço, "os mares nunca dantes navegados" (se é que isso pode existir) do fantástico. Vamos a eles:


Fronteira da Alvorada, de Philippe GarrelA Fronteira da Alvorada: o cineasta francês Philippe Garrel faz um filme de muitas faces, em que se destacam as referências à nouvelle vague e ao expressionismo alemão, trazendo também o elemento fantástico. O protagonista François é um fotógrafo que se apaixona por uma atriz com rosto de quase-diva, Carole. O relacionamento dos dois acaba não dando lá muito certo e a mocinha vai parar num manicômio. Após este momento, o filme parece tomar outros rumos. Um tanto perturbado, François se vê de frente a um acontecimento sobrenatural, sofrendo assim de um sentimento Todoroviano:
a hesitação experimentada por um ser que só conhece as leis naturais, face a um acontecimento aparentemente sobrenatural". Interessante observar que, embora peculiares, os momentos fantásticos - que beiram o delírio, mas ao final revelam ao espectador sua autenticidade de forma quase alegórica - encaixam-se perfeitamente num roteiro predominantemente realista.

Palermo Shooting, do diretor Win WendersPalermo Shooting: O mais novo filme do alemão Win Wenders foi apontado pela crítica especializada como sendo também o pior. De Wenders entendo muito pouco, mas de fato os clichês estão lá, a olho nu. Porém, trazer como referência tão direta os filmes Depois daquele Beijo, de Antonini e o Sétimo Selo, de Bergman é algo no mínimo curioso. Mais curioso que isto é o fato deste filme, assim como o Fronteira da Alvorada, ter como protagonista um fotógrafo. Finn - muito bem sucedido na sua carreira internacional no mundo das artes e da moda - após passar por uma experiência de quase-morte, viaja para Palermo, onde passa a ser perseguido por um misterioso atirador de flechas. Em Depois daquele Beijo o protagonista do filme é um fotógrafo e a fotografia, a "essência do trabalho" nas palavras de Wenders, é o assunto. Em O Sétimo Selo, o protagonista joga xadrez com a morte, que mesmo perdendo o jogo, continua a persegui-lo. Segundo Wenders, a preocupação com a passagem do tempo, a chegada da velhice e, conseqüentemente, o encontro com a morte é o maior tabu no cinema e que talvez, pela temática "ofensiva", o filme tenha sido tão criticado em Cannes. O encontro do protagonista com a morte é um tanto didático, mas representa também um claro acerto de contas.

Duska, de Jos StelingDuska: Jos Steling é conhecido por trazer a tona personagens atípicos, silenciosos, à parte do mundo, como em O Holandês Voador. Neste, o diretor holandês nos faz enfrentar o irritante Duska, um homem atrapalhado (e folgado) que só vem empacar a vida de outro homem (também um tanto atrapalhado), crítico de cinema solitário. Duska é um personagem que está no território do estranho. As ações e escolhas dele e de seu anfitrião (Duska se instala na casa do pobre crítico) não podem ser explicadas pela lógica comum. Não chegam a beirar o absurdo, mas ainda estão longe do real. O filme se move nos silêncios. E o final é esquisitíssimo. Conclusão: se houver a oportunidade de ver, não perca.

Festa da Menina Morta, estréia de Mateus Nachtergaele na direçãoA Festa da Menina Morta: o filme marca a estréia como diretor e roteirista do brasileiro Matheus Nachtergaele, já reconhecido ator de teatro e cinema. Numa comunidade ribeirinha do Amazonas ocorre a Festa da Menina Morta, evento religioso que relembra um suposto milagre ocorrido à 20 anos atrás com o protagonista Santinho. Esta história, porém, se revela aos poucos e não chega a se completar com clareza. O filme segue cercado nesta atmosfera de crendice e certo naturalismo exacerbado, até que a fronteira entre o real, a alucinação e o fantástico se nubla num dos momentos mais ricos do filme. Longe de ser uma crítica a religiosidade brasileira, o filme fica na fronteira entre o retrato fiel e o olhar direcionado. Como jé era esperado, confrontos morais e ousadia no uso da linguagem do cinema pedem um espectador atento, sem pressa - e nem vontade - de chegar a vereditos.


Vi outros filmes especialmente bons nesta mostra que também valem ser lembrados:

Vicky Cristina Barcelona, o acerto de Woody AllenVicky Christina Barcelona: novo filme de Woody Allen conta (literalmente) a história de duas amigas que vão tirar férias em Barcelona. Lá conhecem um clássico latino caliente que, por alguns instantes, parece mudar os rumos da vida de ambas, embora a entonação de voz de um narrador oculto permaneça igualmente sóbria e indiferente. O filme tem um sintonia finíssima e mostra que depois dos insossos Macht Point e Scoop, Woody Allen chegou lá.

Cinzas do Passado Redux, de Wong Kar WayCinzas do Passado Redux: filme remontado, refinalizado graficamente e reduzido do original de 1995 de Wong Kar-Wai. Com enredo fragmentado e intrincado, o filme narra um ano da vida de um misterioso espadachim que vai morar no deserto após a mulher que ele amava ter se casado com seu irmão. Outros personagens igualmente misteriosos vão se somando à história, tendo sempre como ponto em comum alguma relação com este primeiro personagem: um homem e uma mulher que dividem um mesmo corpo; um espadachim quase cego que deseja voltar a sua terra natal; um homem que, após tomar um vinho mágico, perde a memória. Ao desenrolar da história, as peças vão se encaixando e o espectador percebe que o enredo, aparentemente simples, possui muitas faces e arestas.

CARA CAROLINA ,
é webdesigner e estudante
de Artes Plásticas pelo
Unicentro Belas Artes

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

1º Dia 3ª Mostra curta Fantástico



A 3ª Mostra de Curta Fantásticos começou ontem, Terça dia 11.
E eu estava lá prestigiando a iniciativa, representando o Fabulário e claro aproveitando o fim de terça com a promessa de uma ótima programação.

Para ser mais exato, já que o evento esta acontecendo simultaneamente em 6 lugares diferentes, estava eu no Centro Cultural São Paulo (ao lado da estação Vergueiro de Metro), para ver a Mostra competitiva I e II.

Era 18h quando as portas da sala Lima Barreto foram abertas. A frente do público, Eduardo Santana e Vivi Amaral, organizadores do evento, seguidos pela equipe de reportagens da globo guiaram a fila até a sala.
Estavam lá também o pessoal da Recurso Zero produções para a estréia do curta O Assassinato da Mulher Mental no festival. (que tirou boas risadas do público)
Naquela agitação toda só deu pra dizer um oi para a Vivi e fui em busca de um bom lugar para sentar. (a conversa e a apresentação vão ter que ficar pra outro dia infelizmente) .
A sessão estava com um bom público, levando em conta que era apenas seis horas de uma terça-feira em uma cidade que a maioria das pessoas está trabalhando ou estudando nesse horário.

Diversidade, qualidade são ótimas palavras descrever a seqüência de curtas da Competitiva I e II, filmes bem produzidos e bons roteiros em abordagens bem interessantes dos gêneros do fantástico.
Após a apresentação d'O Assassinato da Mulher Mental, a sessão foi interrompida para Márcio Canuto, repórter da TV Globo, entrevistar a platéia. Perguntando a nota para o filme e para o festival. Quem viu o SPTV me diga se eu estava bem na filmagem!! (rs)

A segunda Mostra Competitiva as 20h, estava com um público levemente menor, com alguns probleminhas técnicos na passagem dos curtas. Algo bem comum nessa pós-modernidade, não é?
A qualidade dos curtas não deixou a desejar, superou minhas expectativas. Animações divertidas, contos de horror, humor descontraído e irônico.

Para quem não teve a chance de ver, eu recomendo, ainda dá tempo!

A mostra Competitiva I tem mais duas exibições :
CCBB - Quinta, dia 13 - 15h30
CCSP - Sábado, dia 15 - 20h

Mostra competitiva II
CCBB- quinta, dia 13 - 17h30
CCSP - Sábado, dia 15 - 18h
Cinefavela - Sexta, dia 14 - 16h

Lembrando que a entrada é franca a todos!
Mais informações: http://www.cinefantastico.com.br/


Diogo Nogueira
é Designer Gráfico
e ilustrador, estudante
de Artes Pláticas no
Unicentro Belas Artes

terça-feira, 11 de novembro de 2008

3º Mostra Curta Fantástico

Sim, ela voltou! Agora muito mais próxima de nós (veja como era longe: parte 1| parte 2), paulistanos, a Mostra de Curta Fantástico começa hoje. Os números impressionam e o acesso não poderia ser mais fácil: mais de 150 filmes serão exibidos durante toda a mostra em locais como Centro Cultural Banco do Brasil (próximo ao metrô Sé e São Bento, cuja sala simpática costuma abrigar ótimas mostras) e Centro Cultural São Paulo (do lado do metrô Vergueiro), entre outros.

Esta generosa seleção estará dividida em duas categorias: Mostra Competitiva e Programação Especial. Na primeira, 52 curtas-metragens concorrem a prêmios. Como na mostra do ano passado, os espectadores podem votar nos filmes de cada sessão. Ao final, o curta mais bem cotado recebe o prêmio do Júri Popular. Já na Programação Especial, são exibidos curtas e longas que exploram as diversas faces do gênero fantástico. É nesta categoria que são exibidos filmes vindos de festivais como FANTASPOA, RIOFAN e ROJO SANGRE (Buenos Aires), já citados aqui por esta humilde blogueira de festivais à distância que vos fala.

O Assassinato da Mulher MentalCena de O Assassinato da Mulher Mental, novo curta do Diretor Joel Caetano e da Recurso Zero Produções. Eles já nos deram uma boa surpresa no ano passado com seu Julho Sangrento - apostamos neste novo curta que estréia hoje, dia 11: não perca!

A coisa não pára por aí. Além da farta programação, serão oferecidas atividades todos os dias na Casa das Rosas (perto do metrô Brigadeiro, na Av. Paulista) como oficinas, mesas de debate e workshops, iniciativa muito bem vinda da organização do evento que, como o Fantasticon e o Invisibilidades, colabora para a formação de um público ativo para o fantástico.

Todas as exibições de filmes e atividade são gratuitas. Confira a programação completa no site (www.cinefantastico.com.br/) e monte sua agenda.


LUIZ PIRES e CARA CAROLINA,
são webdesigners e estudantes
de Artes Plásticas no Unicentro
Belas Artes (é, os dois são)

sábado, 21 de junho de 2008

Mostra Curta Fantástico tem cartaz vencedor divulgado novo site


Enquanto Porto Alegre está nos preparativos finais para o Fantaspoa, mais boas notícias chegam do festival paulista de curta-metragem fantástico!

O novo site da 3a Mostra de Curta Fantástico está muito bem produzido e muito carismático com seu morto vivo elegantíssimo posando em todas as seções. Além de um Blog para acompanhar as novidades, o visitante ainda pode ler sobre as edições anteriores do evento (que aconteceram em Ilha Comprida, litoral sul de SP).

E para melhorar a situação pro nosso lado, Edu e Vivi - saudosos organizadores do festival - preparam uma mostra especial para o Fantasticon, com alguns filmes que foram destaque nas mostras de 2007 e 2006.

Ano passado, em novembro, nós estivémos em Ilha Comprida para a 2a Mostra de Curta Metragem Fantástico de Ilha Comprida, onde foi realizado o lançamento do Fabulário Fanzine #1. A Carolina escreveu nosso "diário de bordo" em duas partes: Parte 1 | Parte 2



Este ano a mostra será em São Paulo, capital, de 11 a 16 de novembro. O palco será o Centro Cultural São Paulo, colado na estação Vergueiro do metrô. A produção está muito mais completa e elegante... e os preparativos ainda mais instigantes.

Inscreva seu curta!
Para os cineastas de plantão: As inscrições estão abertas.

De 16 de junho a 1º de setembro, os interessados no gênero cinematográfico que explora o horror, a ficção científica e a fantasia podem inscrever seus curtas na Mostra.

Para inscrever um filme ou vídeo, basta preencher e enviar a ficha de inscrição publicada no site www.mostracurtafantastico.com.br, onde também está o regulamento completo. Podem participar diretores, produtores, distribuidores profissionais e outros aficionados pelo tema de todo o País.

Só serão aceitos curtas-metragens produzidos nos últimos 36 meses, com duração de até 20 minutos. As películas podem ter sido captadas em qualquer formato (35mm, 16mm, HD, MiniDV, Beta Digital ou outros), com temática fantástica. Uma comissão convocada pelos organizadores da mostra vai selecionar os curtas-metragens que serão exibidos em novembro.

Esse ano a Mostra conta com premiação que será de R$ 10 mil no total e será dividida nos seguintes prêmios:

Melhor filme de Fantasia R$ 2 mil;
Melhor filme de Ficção-Científica R$ 2 mil;
Melhor filme de Horror R$ 2 mil;
Melhor filme eleito pelo Júri Popular R$ 2 mil
Melhor Criatura R$ 500;
Melhor Efeito Especial R$ 500;
Melhor Maquiagem R$ 500;
Melhor Susto R$ 500

LUIZ PIRES,
é webdesigner e estudante
de Artes Plásticas no
Unicentro Belas Artes

quarta-feira, 18 de junho de 2008

FANTASPOA tem artista russo

O Fantaspoa já é o Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre, mas para afirmar ainda mais a inexistência de fronteiras a organização do evento preparou um item especial.

Um dos cartazes da mostra desse ano, já na 4a edição, é de autoria do ilustrador russo, radicado no Canadá, Vitaly Samarin Alexius. Entre os trabalhos do rapaz (24 anos!) destacam-se especialmente as ilustrações digitais. Impressionou o aspecto monumental, muito bem trabalhado, que o ilustrador traz em boa parte de suas imagens.

Veja alguns trabalhos anteriores dele:







O cartaz do festival ainda não foi odicialmente divulgado, mas eles já soltaram no site o detalhe abaixo. Recebemos o cartaz em primeira mão! Confira a arte clicando na imagem abaixo!



E mais novidades boas vêm por aí. O FANTASPOA acontece este ano entre os dias 29 de JULHO e 10 de AGOSTO


LUIZ PIRES,
é webdesigner e estudante
de Artes Plásticas no
Unicentro Belas Artes

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Guia RIOFAN

Começou o RIOFAN... antes de ontem. E nós aqui de São Paulo ficamos apenas vislumbrando de longe o festival. Mas para quem está na Cidade Maravilhosa é o momento de aproveitar os diversos filmes fantásticos de vários países estrelando na Caixa Cultral, Estação Botafogo e Cinemateca do MAM. Cariocas e turistas, não durmam no ponto pois o Festival promete.

No mais, fica aqui o meu “guia” (em outras palavras, os filmes que eu adoraria ver e rever)


Homenagem Zé do Caixão
Você, você e todos vocês terão a oportunidade de encontrar cara a cara com o Mojica, que dispensa apresentações. Zé do Caixão estará presente para receber um prêmio especial pelo conjunto da obra e apresentar trechos de seu futuro novo filme “A Encarnação do Demônio”.
Estação Botafogo 1: Quinta, 8/5, 21h

MOSTRA VISÕES
1, 2, 3 Whiteout, de James June Schneider, é uma produção franco-americana protagonizada um inventor (o veterano Lou Castel) e sua “cobaia” Veronique (Karine Adrover). Juntos eles tentam criar uma “escuridão positiva”. Whiteou é uma condição provocada pela difusão da luz em um espaço cujo chão esteja coberto de neve e o céu coberto de nuvens, comprometendo a visibilidade metereológica e de contraste. Denominado como “poema sinfônico de ficção científica”, o filme mescla gravações de sons e imagens recolhidas em vários lugares do mundo.
Estação Botafogo 1: Sábado, 3/5, 19h

MOSTRA FANTADOCS

Spine Tingler! A História de William Castle. Willian Castle é um dos grandes nomes do cinema de terror dos Estados Unidos e suas criações ecoam até hoje nas produções americanas ( ou ninguém nunca viu nenhum nome semelhante a "I Saw What You Did", de 1965?). Castle gostava de “brincar” com os especadores e assim criava uma interação extra-filmica com o público. Diz a lenda que na exibição de "The Tingler" (um verme que moraria dentro da coluna de todos nós e seria o responsável pelos calafrios), colocou uma caixa no cinema afirmando que lá dentro estaria o tal verme. O mais engraçado é que todos iam mesmo conferir o que estava dentro da caixa.
Estação Botafogo 1: Sábado, 3/5, 17h
Estação Botafogo 1: Quarta, 7/5, 15h


RIOFAN SHORTS
- Criticized, do Richard Gale. Crítico é sequestardo por diretor (cujo filme foi mal falado pelo dito crítico) que lhe aplica severas penas. Atentem para a cena do clips de papel.
- Victor y la Máquina, de Carlos Talamanca. Um garoto tenta ressucitar o pai repondo seus orgão vitais com pedaços de uma velha motocicleta. Fábula sobre inocência e persistência que faz lembrar os filmes autorais de Del Toro.
Programa 1
Caixa Cultural 2: Quinta, 8/5, 18h

- The Great Magician, de Elisabet Gustafsson. Baseado em um pequeno conto do poeta francês René Daumal. Um mágico que trabalha como escrituário no Banco Místico (nome um tanto sugestivo demais para um banco), mesmo cercado de pessoas hostis, se recusa a usar seus poderes. Para lembrar que a simpática figura do mágico oprimido aparece em toda parte.
Programa 4
Caixa Cultural 2: Domingo, 4/5, 20h
Caixa Cultural 2: Sexta, 9/5, 16h

- Avant Petalos Grillados ( “Depois das Pétalas Queimadas”????). Curiosíssimo curta de Velasco Broca (que é na verdade a terceira parte de um tríptico) em que uma pacata cidade cheia de habitantes estranhos é invadida por extraterrestres. Corre a lenda de que todos os atores eram hipnotizados e que um grupo teatral de cegos desempenhou o papel de extraterrestres. Para completar, foi filmado com uma câmera dos anos 40. Pérola.
Como o programa foi exibido antes da minha postagem, clique aqui para assistir o curta no site Stockholm Film Festival.


CURTAS RIO FAN
Sete Vidas, já citado aqui em “Bem Vindos à Ilha Comprida”, o curta de Marcelo Spomberg e Zé Mucinho (que relevou a identidade secreta da minha gata como sendo a desvirtuada Dorothy Parker) será exibido no mesmo programa de Aranhas Tropicais, o caprichado curta de André Francioli estrelando o homem aranha e a cientista bonitona.
Programa 4
Caixa Cultural 1: Domingo, 4/5, 17h30
Caixa Cultural 1: Terça, 6/5, 19h30

O curta A Cauda do Dinossauro, de Francisco Garcia tem ingredientes de sobra pra justificar a indicação. 1º É baseado em um texto do cartunista Angeli publicado na gloriosa revista Chiclete com Banana (“no tempo do Perdidos na Noite.....”). 2º É estrelado por Christiane Tricerri, parceira de Angeli desde os anos 80 e por Mário Bortolotto, o dramaturgo que só podia mesmo ser fã inevetarado do Angeli. 3º O espaço cenográfico é fiel ao universo estético “angeliano”. No mesmo programa está A Estória da Figueira, de Julia Zakia, filme feito para ser visto por crianças ( e por muitas crianças, segundo a diretora) baseado na fábula da menina morta pela madrasta por deixar que pássaros bicassem a figueira de seu pai.
Programa 1
Caixa Cultural 1: Sábado, 3/5, 17h30
Caixa Cultural 1: Quinta, 8/5, 19h30


UNDERGROUND BRAZIL
Desta mostra, muitos filmes já foram vistos em Ilha Comprida e citados aqui. Entre eles estão Junho Sangrento e A lenda da lagoa vermelha, além de outros como BBZ (isso mesmo que você está imaginando, um Big Brother em que os particpantes são “zumbificados” um a um), O Cine-Teatro e o curioso Gravidade Zero, além do cômico Mute.
Programa 1 (BBZ, O Cine-Teatro, Gravidade Zero)
Caixa Cultural 2: Terça, 6/5, 20h
Caixa Cultural 1: Sexta, 9/5, 14h
Programa 2 (A Lenda da lagoa Vermelha, Junho Sangrento, Mute, entre outros)
Caixa Cultural 2: Quinta, 8/5, 20h
Caixa Cultural 2: Domingo, 11/5, 14h


RETROSPECTIVA
Dois curtas de encher os olhos!

Akai, de Carlos G. Gananian é um curta que se destaca pelo preparo técnico, pelo argumento que, embora comum, é revisto com criatividade e pelo forte apelo imagético que poupa qualquer fala.

Tropel, de Eduardo Nunes, curta-metragista velho de guerra com filmes muito premiados na bagagem, como “Terral”, “Sopro” e “Reminiscência”. Tropel, assim como os outros, exploram o cinema como narrativa poética.
Programa 1
Caixa Cultural 1: Terça, 6/5, 17h30


CLÁSSICOS
Filmes que vocês não encontram em qualquer locadora!

O Cão-Andaluz, de 1928, filme surrealista que faz a fama de Buñuel por aqui.
Cinemateca do MAM: Sábado, 3/5, 16h
O Sangue de um Poeta, filme de 1931 de Couteau, expressionista, surrealista, simbolista ou até realista mágico, que importa! É, sem dúvida, um dos filmes mais bonitos do cineasta.
Cinemateca do MAM: Sexta, 9/5, 18h
O Palácio das Mil e uma Noites, de 1905 de Meliés. Filme de quando se inventaram os filmes como conhecemos hoje. Imperdível para os arqueólogos.
Cinemateca do MAM: Sexta, 9/5, 18h
Scanners – Sua Mente pode Destruir, filme de Cronenberg dos anos 80 sobre uma grande guerra telepática com cabeças explodindo aos montes.
Cinemateca do MAM: Sábado, 3/5, 18h

CARA CAROLINA ,
é webdesigner e estudante
de Artes Plásticas pelo
Unicentro Belas Artes

domingo, 27 de abril de 2008

RIOFAN sai do forno

E é nesta quarta.

A primeira edição do festival internacional de cinema fantástico do Rio de Janeiro começa neste dia 30 de abril, no Cine Odeon com a pré-estréia de Diário dos Mortos (link no Boca do inferno). E parece que o Riofan superou as expectativas: a quantidade e variedade de filmes na programação são de encher os olhos - e devem agradar aos gostos mais diferenciados.

O festival vai até 11 de maio e para quem mora no Rio ou vai estar por lá durante o Festival vai ser uma oportunidade imperdível... Nós, que estamos presos aqui em São Paulo (faculdade, emprego, falta de grana) e vamos ficar chupando o dedo estamos cominveja de quem só vai para ver um filme ou dois.

Enquanto isso, nós do Fabulário esperamos o Festival de Curta Fantástico de São Paulo com ótimas expectativas (depois do Festival de Ilha Comprida, no qual estivemos ano passado).

Para quem está no Sul, lembramos, este ano tem a quarta edição do Fantaspoa.

Enquanto mais boas notícias não vem, confiram o excelente site do RIOFAN:


LUIZ PIRES,
é webdesigner e estudante
de Artes Plásticas no
Unicentro Belas Artes


sexta-feira, 7 de março de 2008

Cinema Fantástico
3 festivais para assistir afundado na cadeira

2008 é um ano que vai ficar para a história (ok, ok, todo o ano acho que fica para a história).
Para a produção Fantástica nacional em Áudio-Visual este será um ano inesquecível. Vejam só uma palhinha so que está por vir:


1° RioFan
1° RIOFAN
Festival de Cinema Fantástico do Rio de Janeiro
data: entre 29-ABR e 11-MAI (prevista)
www.riofan.com.br
2008 será o primeiro ano para Riofan, festival que já vem sendo "anunciado às escondidas" desde o ano passado.
Os homenageados do primeiro Festival serão José Mojica "Zé do Caixão" Marins (que lança um filme este ano, de fechar trilogia) e o falecido escritor norte-americano H. P. Lovecraft. Duas escolhas, cá entre nós, muito óbvias, mas que não deixam de ser honestas (especialmente Mojica, verdadeiro ancião do cinema de horror/terror fantástico nacional, que o prestigia e produz até hoje, entre uma campanha eleitoral e outra).
O Riofan também vai ter inúmeras atrações relacionadas. Uma coisa muito bacana que estão divulgaram no blog do evento é um concurso de vídeos de até 1 min. aberto ao público. Os vídeos ganhadores vão ser exibidos como vinhetas, durante o festival! Show de bola!


Rio Fan
4° FANTASPOA
Festival Internacional de Cinema Fantástico de Porto Alegre
data: entre 29-JUL e 10-AGO
www.clubedecinema.com/fantaspoa
Já em sua 4° Edição, o Fantaspoa tem consumada a posição de mais importante festival do gênero no país. E neste ano haverá mostra competitiva de longas internacionais!
Já consagrado, é só esperar para ver...


3a Mostra de Curta Fantástico
3° MOSTRA CURTA FANTÁSTICO
De Ilha Comprida para São Paulo!!!!
data: entre 26-NOV e 30-NOV
www.mostracurtafantastico.com.br
Em 2007 nós do Fanzine Fabulário encaramos horas de estrada para a cidade de Ilha Comprida (localizada numa ilha com mais de 70km de praia! no litoral de SP). Acontecia a 2° Mostra de Curta Metragem Fantástico da ilha.
A terceira edição, para alegria dos paulistanos será aqui mesmo na Capital!!!!!!! E nosso pequeno festival cresceu! Ok, nada de sol e praia, mas o evento vai ter mais visibilidade e esse ano vai contar com mais atrações: oficinas, workshops, mesas redondas e, quem sabe, uma edição especial de aniversário do Fabulário aqui (quem sabe?!)
Esse ano, a mostra conta com diversos patrocinadores e apoiadores, e mais: haverá premiação para os filmes vencedores e concurso para a escolha do cartaz da mostra, patrocinado (e selecionado) pela ADG!


LUIZ PIRES,
é webdesigner e estudante
de Artes Plásticas no
Unicentro Belas Artes

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Bem Vindos a Ilha Comprida! (parte 2)

Continuação do relato de nossa saga na II Mostra de Curta-Metragem Fantástico de Ilha Comprida.

No dia seguinte fizemos nossa travessia diária de 5 km (a pé) em direção ao Plínio Marcos, desta vez mais certos da distância (eu disse que era realmente comprida) e ansiosos por novas exibições. Da primeira sessão, caracteristicamente mais leve por visar a presença de crianças, destaco Batateogonia, curiosa visão da origem da vida e o litorâneo Aranhas Tropicais, de André Francioli, humor apurado e inteligente sobre americanização. Neste dia compareceu Eutímio Carvalho, de A Lenda da Lagoa Vermelha. Duvidosos informantes dizem que Eutímio seria conhecido também como “o Zé do Caixão da Bahia”. Já peço desculpas prévias para o caso da comparação não ser fortuita (embora ser comparado ao Zé do Caixão seja mérito de relevância e o “da Bahia” ainda traga uma tonalidade apimentada ao apelido!) e também aproveito pra pedir sinceros perdões a respeito de risadas altas vindas do quarto ao lado (pois Eutímio ficou na mesma pousada longínqua que nós).

Nosso terceiro e último dia de visita a mostra (pois não pudemos comparecer a sessão do júri popular) foi marcada por produções que contaram com a participação de gente famosa. Do Mundo não se Leva Nada, que lembra uma produção da TV Cultura nos anos 90 e com a simpática Iara Jamra (do Rá-Tim-Bum!). Mas não pensem que eu vou cair num saudosismo anos 80! Sete Vidas, de Marcelo Spomberg e Zé Mucinho traz no elenco o gato Tutti Frutti, com a voz notável de Selton Mello, aquele cara que a gente encontra nas produções mais estranhas e nas situações mais inusitadas, como na pele de um escritor que, quando morre, torna-se um gato (assim como todos os escritores, o que me faz pensar sobre que escritora seria minha singela gata Lola). Outro curta interessante, mas que ficamos sem saber o final devido a problemas técnicos, foi O Esôfago da Mesopotâmia, de Isaac Chueke e Cristiana Grumbach, com figurinhas conhecidas da Globo (mas nem um pouco desmerecido por isso) e curiosa caracterização de diversos personagens num único ambiente.

Por fim, posso dizer que a mostra foi frutífera e tivemos a oportunidade de vender a edição mais recente do fanzine Fabulário para diversos espectadores. E mais: para a paulistana que leva chuva pra todo lugar que vai, fui até presenteada com um tempo ensolarado no sábado e no domingo. Deu até pra aproveitar um pouco a piscina da pousada (vou poupar os leitores das fotos mais intrigantes) e fazer a travessia pousada-mostra pela beira de praia! Foram, enfim, 7km de caminhada (e mais uns 500km de ônibus) que valeram a pena.

Agradecimentos: Edu Santana, Vivi Amaral e Oda Gomes que nos receberam muito bem em terras estrangeiras.

Colaborou para este post: Luiz Daniel, me obrigando a dividir o post em dois e servindo de bom fotógrafo do nosso experimento turístico.

CARA CAROLINA ,
é webdesigner e estudante
de Artes Plásticas pelo
Unicentro Belas Artes

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Bem Vindos a Ilha Comprida!



Embora eu goste das coisas em partes, mesmo porque costumo me estender demais nas explanações, este post foi idealizado por inteiro. Por questões referentes à rapidez da internet (não da sua internet discada, meu amigo, e sim a internet como mídia de ligeira contemplação) e pelo brilho cansativo dos monitores, dividi este relato em duas partes.

Tudo começou num feriado chuvosos. Chuvosos, pois, para bom paulistano azarado, não há feriado na praia sem um céu nublado e uma garoinha gelada. Mas este foi diferente, pois o objetivo maior da viagem não era pegar uma cor e sim presenciar um dos poucos eventos referenciais de cinema fantástico do país: a II Mostra de Curta-Metragem Fantástico de Ilha Comprida. Embora seja um evento de pequeno porte, a mostra é significativa. Nos 5 dias de duração foram apresentados diversos curtas, dos independentes de pequena verba aos que contam com maior apoio financeiro e de produção. As idéias são múltiplas: zumbis, vampiros, experimentos genéticos, sonhos e alucinações. Agora a pergunta que não quer calar: mas... Ilha Comprida?

Isso, mesmo. A mostra foi acolhida pelo Espaço Cultural Plínio Marcos e contou com o apoio da Prefeitura Municipal. O público é composto por pessoas de todas as idades advindos de regiões próximas e da própria ilha, além dos turistas e do pessoal que vem especialmente pra mostra. É fácil ver diversas crianças e adolescentes atentos na platéia, visto que a cidade é pequena (cerca de 9.000 habitantes) e não conta com shopping ou cinema, distrações habituais dos jovens das grandes metrópoles.

Mas o que nos impressionou mesmo, além do aspecto “paraíso perdido” de Ilha Comprida (realmente comprida!), foi a qualidade dos curtas exibidos, em especial a sessão da 19h do dia 15 de novembro, especial de horror. Joel Caetano, da Recurso Zero Produções e diretor do tragicômico Junho Sangrento, compareceu a sessão junto ao elenco que nos permitiu bater um papo sobre a produção independente e elogiar pessoalmente seu trabalho, que nos rendeu algumas piadas insólitas que repetimos até hoje. Joel disse que gostou dos curtas apresentados nas sessões anteriores, mas reclamou da não-linearidade dos roteiros. Eu, em contrapartida, acabei gostando dos curtas mais sem pé nem cabeça (também conhecidos como não-lineares) como Crisálidas, do mineiro Fernando Mendes e Akai, de Gustavo Arantes. Ambos trazem uma história embutida, mas é fato que a seqüência cronológica dos fatos não foi a preocupação maior de seus idealizadores.

Continua no próximo post, quando a paciência do caro leitor estiver renovada e seus olhos não estiverem lacrimejando mais.


CARA CAROLINA ,
é webdesigner e estudante
de Artes Plásticas pelo
Unicentro Belas Artes

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Zé do Caixão no CCBB - Última Semana

José Mojica Marins, o Zé do Caixão

Essa é a última semana da mostra José Mojica Marins Retrospectiva – 50 Anos de Carreira no Centro Cultural Banco do Brasil, que vai até o dia 25 (domingo). Pelo jeito vale a pena conferir. Abaixo o texto de divulgação:

A mostra é a mais completa já realizada no Brasil e no exterior sobre a filmografia do grande José Mojica Marins. O evento tem ainda o compromisso de celebrar os 50 anos de carreira do cineasta, criador de um dos personagens mais populares da cultura nacional: o Zé do Caixão. Embora conhecido como precursor do cinema de horror no Brasil, Marins trabalhou no registro de diferentes gêneros – do melodrama ao fantástico, passando pelo bangue-bangue, pela ação, pela aventura e pela comédia. São exibidos durante a mostra longas, médias e curtas-metragens, em que Mojica atuou, dirigiu e produziu. A mostra exibe ainda um filme inédito, A Praga, finalizado especialmente para o evento. Recomendação etária: de acordo com o filme.

Confira a programação aqui.


TADEU COSTA ANDRADE,
é estudante do curso de
Letras na FFLCH - USP